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15/06/2026 Secretaria de Assistência Social
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Assistência Social e Educação avançam na construção de estratégias conjuntas para ampliar acesso educacional 

A ideia é aprofundar o planejamento de ações conjuntas e definir estratégias para o atendimento de públicos identificados pelos serviços socioassistenciais.

Representantes das Secretarias Municipais de Assistência Social e de Educação realizaram, nesta segunda-feira (15/06), uma reunião de articulação com o objetivo de fortalecer a integração entre as duas políticas públicas e desenvolver estratégias voltadas à superação das vulnerabilidades sociais identificadas no município.

A proposta é que equipes dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e agentes do Programa Família Gaucha atuem na identificação e no encaminhamento de usuários para programas e ações educacionais, ampliando o acesso à educação e contribuindo para a inclusão social.

As discussões aconteceram no período da manhã, na sede da Secretaria Municipal de Educação, com a presença de coordenadores dos CRAS e do CREAS, Agentes de Desenvolvimento Familiar (ADFs) do programa Família Gaúcha e equipes de gestão das duas secretarias.

A ideia é aprofundar o planejamento de ações conjuntas e definir estratégias para o atendimento de públicos identificados pelos serviços socioassistenciais.

Entre os temas em pauta,  a adesão do município ao programa Brasil Alfabetizado é uma das prioridades. Embora São Gabriel ainda não tenha formalizado sua participação, as Secretarias já trabalham de forma antecipada para estruturar o encaminhamento da população que poderá ser beneficiada pela iniciativa.

A preocupação com o tema é reforçada pelos dados apresentados no Boletim Informativo da Vigilância Socioassistencial da Secretaria Municipal de Assistência Social, atualizado em abril deste ano.  Os indicadores levam em consideração o número de usuários das políticas de assistência social, inscritos no Cadastro Único. Tal  levantamento aponta que 7,7% das crianças e adolescentes de 10 a 17 anos cadastrados não são alfabetizados.

O estudo também revela que em 14,4% dos domicílios há pelo menos um adulto analfabeto total ou funcional, enquanto em 5,2% das famílias nenhum adulto é alfabetizado. Os números demonstram a importância de políticas públicas voltadas à educação de jovens e adultos, especialmente entre os grupos em situação de maior vulnerabilidade social.

Outro dado que chama a atenção é o nível de escolaridade da população atendida. Em 45,7% das famílias cadastradas existe ao menos um adulto sem o ensino fundamental completo, e em 70,5% há pelo menos um integrante sem o ensino médio completo. Além disso, 15% das crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos apresentam atraso escolar superior a dois anos.

Segundo as equipes envolvidas, a integração entre Assistência Social e Educação permitirá a construção de estratégias mais eficazes para identificar demandas, promover encaminhamentos e ampliar o acesso da população a oportunidades educacionais, contribuindo para a redução das desigualdades sociais, principalmente.

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